Coqueiros na Copa do Brasil e o futuro nas mãos de uma promessa para o futebol

Após o jogo do Brasil e da Alemanha, na Copa do Brasil, com uma goleada da Alemanha, de 7 X 1, fomos ao Parque de Coqueiros, no bairro de Coqueiros, em Florianópolis,  para pegar um ar e ver como estava o clima emocional das pessoas. Coqueiros estava parado. Um carro lá, outro mais lá ainda, e as ruas com caras de domingo, às 7 da manhã.

As pessoas que andavam pela Pedro Silva e Max de Souza, principais avenidas do bairro (…) que pessoas? Não havia pessoas nem lá, e nem mais lá ainda. Provavelmente, todas estavam ainda em suas casas ou apartamentos, petrificadas em frente à TV, para receber uma explicação, não para a perda do jogo, já que a Alemanha era uma das favoritas à taça, mas à goleada que rolou. Nada de pessoas, e um carro lá, e outro mais lá ainda.


Chegamos ao Parque de Coqueiros às 19h. Andando pelo Parque, fomos ao campinho de futebol, onde havia uma bola e um monte de craques (sim!) atrás dela.  A bola rolava com mais emoção do que a que vimos na TV, entre as seleções. A bola era brasileira. Ou melhor, a bola era Coqueirense!

Sentado em um banco, com roupa de corrida e olhar fixo à bola que rolava no campo, encontramos o Ravel Pelegrini, goleiro dos juniores do Figueirense. Procuramos bater um papo sobre o jogo, mas seu olhar estava tão concentrado na bola, que parecia que estava jogando.

Ravel Pelegrini Parque de Coqueiros
Foto: vivacoqueiros.com

Então, marcamos uma entrevista para mais tarde, afinal, para nós, a possibilidade de promessa de um futuro melhor para o futebol brasileiro estava ali, nas mãos do Ravel.

Ravel Pelegrini tem 18 anos, e veio de Curitiba pra Floripa com 14 anos, para iniciar a carreira de jogador nas categorias de base do Figueirense Futebol Clube.

Com mais calma e menos bola rolando em nossa frente, batemos um papo com o Ravel, que se mostrou extremamente íntegro em seu posicionamento de querer vencer e, um dia, poder beijar a taça do mundo.

Entrevista com Ravel Pelegrini, goleiro dos juniores do Figueirense

Viva Coqueiros: Como é a sua rotina no Figueirense?

Ravel Pelegrini: Costumamos treinar muito! Treinamos bastante, pois é uma categoria que precisamos estar prontos para ir pro profissional. Só não treinamos aos domingos. Por isso, não dá tempo para visitar a família, mas dá tempo pra curtir um pouco os amigos e a namorada.

Viva Coqueiros: Qual foi o melhor jogador da Copa, até agora, pra você?

Ravel Pelegrini: Manuel Neuer, goleiro da Alemanha.

Viva Coqueiros: E como foi a atuação do Julio César? Você acha que, mesmo com a zaga fraca do Brasil, o Julio cometeu equívocos para levar tanto gol da Alemanha?

Ravel Pelegrini: o Júlio César não teve culpa nos gols, os lances foram difíceis, que dificilmente nós goleiros podemos fazer algo.

Viva Coqueiros: Como você vê a situação de desequilíbrio do Brasil, após o primeiro gol? Foram 5 gols em 20 minutos, a pior atuação do Brasil em 100 anos. O que, realmente, aconteceu? Você, como jogador, tem alguma opinião?

Ravel Pelegrini: É difícil explicar, acabaram tomando um gol e deu um apagão na equipe, só quem está lá dentro sabe o que é isso, o outro time cresce na partida, joga solto, vai sem medo pra cima, mas é uma pergunta difícil de explicar.

Foto: vivacoqueiros.com
Foto: vivacoqueiros.com

Viva Coqueiros: Você já passou por isso, com um time todo em desequilíbrio?

Ravel Pelegrini: Sim, em situações diferentes. Não, tomando tantos gols. É importante um líder na equipe para acalmar a situação.

Viva Coqueiros: A maioria dos comentários nas Redes Sociais, na hora em que estávamos no Parque de Coqueiros, vendo o jogo no campinho, remetiam a culpa ao Felipão. Quando se ganha, a responsável é a equipe; mas quando se perde, a culpa é sempre de um. Bem, nós realmente tínhamos equipe? Esse negócio dos jogadores atuarem fora do Brasil, sem entrosamento de equipe, pode ter prejudicado a Seleção? Veja a Alemanha, com uma Seleção que treina há 6 anos junta.

Infelizmente a vitória esconde os erros. Estávamos ganhando e escondendo os erros, até que pegamos uma seleção estruturada e tudo veio à tona.

Ravel Pelegrini: Indiferente, Felipão foi infeliz na escalação, pois a seleção da Alemanha sem dúvidas é a melhor da Copa do Brasil. Muitos jogadores jogam juntos na mesma equipe, mas isso não é desculpa, pois treinaram um tempo juntos antes de iniciar a copa, e jogaram a copa das confederações. Infelizmente a vitória esconde os erros. Estávamos ganhando e escondendo os erros, até que pegamos uma seleção estruturada e tudo veio à tona.

Viva Coqueiros: Boa frase – a vitória esconde os erros. Bem, quer falar mais sobre futebol? Seus planos, a conquista para os titulares do Figueira?

Ravel Pelegrini: Acho que como todo jogador de base do futebol, o sonho é chegar ao profissional e ser bem sucedido jogando em alto nível. E esse é meu sonho: um dia jogar uma Copa do Mundo!!!

Viva Coqueiros: Qual é o lugar que você frequenta em Coqueiros?

Ravel Pelegrini: Costumo correr no Parque de Coqueiros, que é um lugar muito gostoso para quem faz corridas. Também, gosto de passear.

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Bem, foi muito bacana conhecer melhor a rotina de um jogador, que frequenta o Parque. Para nós, após um jogo fraco da Seleção Brasileira, ver o Ravel era como se “o futuro poderá ser melhor”. E esperamos mesmo que seja, para a próxima Copa: que Ravel tenha uma carreira em ascensão, e que seu futebol seja respeitado pelo talento e pela técnica.

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

QUATRO MANEZINHOS NA COPA E NO PARQUE DE COQUEIROS

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