Fazer a diferença todo dia

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Outro dia conheci uma pessoa na fila do banco e foi afinidade à primeira vista. Em poucos minutos conversamos amenidades, falamos sobre a correria do dia-a-dia, a educação dos filhos e o trânsito. Apesar de não tê-la encontrado mais, naquela pequena conversa, tive um grande aprendizado que levo sempre comigo.

Ela me disse que, todos os dias, procurava fazer a diferença para alguém para que sua vida tivesse sentido.

Fotos Coqueiros Florianopolis
Foto de Maiza Lima, moradora de Coqueiros

Depois de ouvir isso fiquei refletindo a respeito daquelas palavras e imaginei que viver desse jeito deveria realmente deixar a gente mais realizado, pois sempre que um próximo fica feliz por uma ação pela qual somos responsáveis, a repercussão imediata é também nos contagiarmos por um sentimento de satisfação.

A partir desta constatação, planejei fazer isto a cada dia e comecei a sair de casa pensando: quem será hoje? O zelador do prédio, a copeira, o colega no trabalho, o varredor de rua ou o vizinho no elevador?

Quantas vezes olhamos, mas não enxergamos pessoas que estão diariamente ao nosso lado.  Um bom dia ou um elogio inesperado e despretensioso podem mudar o humor desta pessoa e também o nosso dia.

Quem é daqui faz assim: canteiros públicos conservados e mantidos por moradores são exemplos de ações comunitárias em Coqueiros, bairro de Florianópolis

Da mesma forma, agir com o “espírito do sim”, quando estamos diante de um impasse ou de um problema para resolver em nosso trabalho, pode mudar o atendimento e a satisfação do outro.

Ainda, uma pequena atitude, como ouvir com atenção a queixa de um familiar, por mais repetitiva que ela seja, pode estimular um comportamento diferente.

A abertura de uma janela antes fechada, o som de uma música diferente, uma palavra especialmente dirigida a alguém, um abraço, um beijo, uma foto compartilhada, um telefonema.

Fotos Coqueiros Florianópolis
Foto de Maiza Lima, moradora de Coqueiros

Confesso que no começo mantive meu propósito mas, nossa, gente! Como é difícil! As atividades cotidianas, as exigências do mundo moderno e as cobranças diárias de todos os lados fizeram com que esta intenção fosse rareando. É facinho, facinho esquecer!

Para funcionar, este pensar e o agir devem ser alimentados a cada dia, como um mantra guiando nossa rotina, com persistência e dedicação.  Não é difícil e vale a pena!

Então, vamos lá coqueirenses, fazer a diferença esta semana, como aquela pessoa que encontrei por acaso na fila do banco.

Quem é daqui faz assim: lugar de lixo é na lixeira em Coqueiros, bairro de Florianópolis


 

Beatriz Kauduinski Cardoso * Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!


Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina.

 

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