Entrevista com o Secretário de Obras de Florianópolis sobre a ciclovia de Coqueiros

Entrevista com Rafael Hahne, Secretário de Obras de Florianópolis, concedida à Beatriz Kauduinski Cardoso, sobre a questão polêmica que está mobilizando a comunidade do bairro de Coqueiros: ciclofaixa aos domingos X ciclovia definitiva.

Rafael Hahne - Secretário de Obras de Florianópolis
Rafael Hahne – Secretário de Obras de Florianópolis
  • Qual a idéia da Secretaria de obras a respeito da ciclovia de Coqueiros? É real a intenção de transformar a ciclofaixa de domingo em permanente?

Rafael Hahne: Uma ciclovia em coqueiros é uma necessidade real e está no planejamento da Sec de Obras. Nesse momento, é necessária uma discussão mais ampla com a comunidade. Então, está sendo executada a sinalização da via como ciclovia de domingo, modelo já consolidado. E, ainda no mês de abril, iremos promover uma reunião comunitária para analisar especificamente a implantação da ciclovia de forma definitiva no futuro.

 

  • Quais os objetivos que a Secretaria pretende atingir com esta modificação?

Rafael Hahne: As vias de Coqueiros se tornaram uma alternativa de trânsito, gerando um alto fluxo de veículos. O objetivo da ciclovia é garantir um modelo de transporte alternativo para os moradores da região e uma conexão a ilha e a beira mar continental de bicicleta. No primeiro momento poderíamos ter dificuldades, mas o trânsito iria se ajustar naturalmente, como já ocorreu em outras vias da cidade. Essa é a discussão que queremos realizar. O modelo de cada vez mais espaço para os automóveis está ultrapassado e temos que inverter essa lógica.

Ciclovia de Coqueiros em Florianopolis

 

  • Quais os requisitos que precisam ser superados para a implantação da ciclovia permanente?

Rafael Hahne: Temos dificuldade com as interferências urbanas no próprio trecho da ciclovia e também a necessidade de viabilizar uma melhor conexão com a ilha pela ponte.

Veja aqui como começou a polêmica:Faixas de pedestres começam a ser pintadas nas avenidas principais de Coqueiros
  • Como a Secretaria pretende ouvir a comunidade? A decisão da ciclovia é definitiva?

Rafael Hahne: A ciclovia será sinalizada como de domingo, pois já está consolidada . A discussão com a comunidade está programada para acontecer em abril, com a participação da Obras, IPUF, Continente, Mobilidade e Guarda Municipal.

Ciclovia de Coqueiros em Florianópolis

  • Que outras obras a Secretaria de Obras tem planejadas para a região de Coqueiros?

Rafael Hahne: Não apenas em Coqueiros, a Secretaria de Obras trabalha nos projetos de uma série de melhorias no trânsito da região continental. Está em obras a Repavimentação da Santos Saraiva e inicia na próxima semana a Revitalização completa da Avenida Ivo Silveira.

Veja aqui a matéria polêmica:Polêmica em Coqueiros: ciclofaixa aos domingos X ciclovia definitiva
  • Que mensagem final gostaria de deixar para os leitores do blog Viva Coqueiros?

 

Rafael Hahne: A mensagem é que “não podemos continuar fazendo a mesmas coisas e esperar resultados diferentes”. A proposta de uma ciclovia definitiva em coqueiros tem o grande objetivo de resgatar ao bairro a característica de convivência, diminuindo espaços para os veículos, promovendo espaços para as pessoas, tentando realmente transformar Florianópolis em uma cidade cada vez melhor de se viver.


 

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Florianópolis, Santa Catarina.


 

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11 comentários em “Entrevista com o Secretário de Obras de Florianópolis sobre a ciclovia de Coqueiros

  1. Toda a cidade deveria ter espaço para ciclovias dando aos seus cidadãos mais opção de transportes, ampliando e fortalecendo o direito de ir e vir. Ciclovia é uma realidade necessária, mas desta forma que está sendo “imposta”. Concordo com a Luiza ao ressaltar em pintar uma simples faixa vermelha no meio do asfalto. Falta de senso, planejamento e principalmente de seguranca. Uma criança pode perfeitamente perder o controle da bicicleta e parar no meio dos carros, assim como o inverso. Como em tudo beste país falta sentar na frente dos livros e estudar, conversar e planejar. Quanto ao Sr. Secretário de Obras, o bairro perdeu essa características de convivência tem um bom tempo e acredito que não será mais possível resgatar esse ar de bairro residencial devido à via gastronômica, às edificações comerciais e residenciais e inúmeros comércios. Primeiro a infraestrutura que suporte de forma planejada e organizada para então implantar. Já que a implantação fã aula virou baderna, sugiro que liberarem a faixa apenas em horários que não tenha trânsito. No caso de coqueiro das 21hrs até 5hrs. Não há viabilidade do bairro suportar esse tipo de ciclovia. Seria um caos. Antes ciclofaixa precisam mudar muitas coisas: transporte público (terrestre e marítimo), calçadas urbanizadas, passarela ponte, acesso aos comércios locais, estacionamentos, sinalização, segurança. Realmente parece mais viável pintar um faixa vermelha no asfalto e dizer que é ciclovia.

  2. Por que ao invés de ficarem discutido solução de trânsito com ideias mirabolantes eles não focam numa melhora no nosso transporte público que é um absurdo em questão de horários e valores. Se tivéssemos um transporte descente, ágil e acessível para todos, o transito de Floripa seria ótimo e no verão com o aumento de turistas também não teria um impacto.

  3. O bom é que só escolherem lugar tranquilo para implantar ciclofaixa. O que adianta ter ciclofaixa se nem passagem na ponte segura com iluminação tem para os ciclistas? A pessoa sai de Coqueiros e vai pra onde com ciclofaixa? Isso será muito útil se tiver ligação direta com os outros bairros da cidade se atrapalhar o trânsito que já é trágico.
    Juro que não consigo entender como acham normal e fácil fazer essa mudança com o trânsito de Coqueiros, Estreito e Capoeiras.

  4. Pelo visto todos que opinaram aqui não necessitam deslocar-se diariamente pelo bairro de automóvel. O bairro cresceu muito, nada contra a ciclofaixa, mas ali é impossível, passam ali veículos de outros bairros também, cada prédio daquele comporta garagens já sem mais espaços. É uma via de grande fluxo. Região comercial e da tão divulgada via gastronômica. Como em outros locais da cidade são raríssimas as bicicletas em horário comercial. Domingo ok, você já sai programado para uma pista só. Em alguns dias da semana as filas já se estendem até o Clube 12, imagina se fosse uma faixa só.

  5. Bem, achei a matéria completamente tendenciosa. Talvez as perguntas foram tendenciosas. Minha opinião é que uma ciclovia permanente exige uma obra permanente. Não é necessário a interferência de um secretário de OBRAS para pintar uma faixa vermelha no chão. As faixas vermelhas que já foram pintadas, muito maior do que o normal já é para implantar a via permanente apenas através de uma faixa. Que simples, não? Essa desculpa que ainda vão consultar a comunidade é balela. Como ele mesmo afirma, já há um “estudo” encaminhado, e a “comunidade” sequer foi consultada. Ou alguém respondeu pela “comunidade”??? Creio que a comunidade deve abrir o olho e exigir o que deve ser feito. Uma ciclovia maravilhosa (sobre o mar) contornando toda a orla. Desta forma, os ciclistas circulariam sem correr risco de vida, além do circuito ser muito mais aprazível. E se o Senhor secretário acha que devemos largar de mão nossos automóveis, por qual razão ainda não investiram num bom transporte marítimo? Estamos numa ILHA, acho que é uma solução mais do que óbvia. Invistam em marinas, façam uma bela ciclovia sobre o mar. Pintar uma faixa de vermelho na via principal de Coqueiros é mais fácil, não? Isso sem falar nas calçadas. Calçadas precárias também não são de primeiro mundo, Sr. Secretário. A Prefeitura sequer se deu conta disso, nunca mexeram nas calçadas, e estão pensando em modernidade? Primeiro mundo? Por favor, né? Peço que a Comunidade fique atenta, sobretudo o pessoal da via gastronômica, os moradores das ruas transversais a via principal, pois também sofrerão horrores, serão incomodados, pois os veículos terão que ser estacionados nas ruas transversais. Enfim, dor de cabeça pra todo mundo. A Prefeitura quer a saída com menos custos, claro. Fiquem de olho!

  6. De acordo. A discussão com a comunidade é muito pertinente .
    Caberá às lideranças da comunidade e suas mídias mobilizarem o maior número possível de moradores da região para que a proposta finalmente aprovada seja a mais representativa dos seus anseios atuais e futuros.
    Esta é uma discussão que trata da questão de mobilidade urbana, que afeta a todos. Não tem sentido deixarmos a decisão para poucos. Vamu q vamu!

  7. Perfeito o posicionamento. E como aparece nas fotos, em vários trechos a ciclofaixa de domingo é ocupada como estacionamento durante os dias de semana, o que não vai de encontro com as justificativas relacionados a ter duas pistas ocupadas pelo transito.

  8. Perfeito o comentário do Secretário de Obras: “não podemos continuar fazendo a mesmas coisas e esperar resultados diferentes”. Certíssima a proposta de “resgatar ao bairro a característica de convivência, diminuindo espaços para os veículos, promovendo espaços para as pessoas”.
    Essa é a tendência nos países adiantados!
    Observo ainda a importância de cuidar da passagem por baixo da ponte, trazê-la para os hábitos dos moradores.

    1. Alessandra, se você ler o comentário da Luiza vai perceber de que nada se trata de um avanço de um país adiantado, de mudanças querendo resultados melhores. Essa mudança só irá atrapalhar quem necessita ir de carro e até mesmo de ônibus para o trabalho/estudo, vai tornar o trânsito insuportável e trazer quase nenhuma melhoria (pra não dizer, realmente, nenhuma).

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