Moradora de Coqueiros sofre golpe do bilhete premiado

Moradora de Coqueiros sofre golpe do bilhete premiado
Trajeto utilizado para o golpe

Uma moradora do bairro Coqueiros, em Florianópolis, foi abordada nessa quarta-feira (16) pela manhã, por dois homens que praticaram o golpe do bilhete premiado.

O Viva Coqueiros recebeu uma ligação da Senhora D., que estava chorando, e muito nervosa.

Acabei de cair em um golpe e estou muito nervosa. Eram dois homens, que pareciam atrapalhados. Primeiro chegou um alto e moreno, com sotaque do interior, falando errado, muito nervoso. Depois chegou o outro, menor e mais escuro. Eles disseram que haviam ganhado um bilhete premiado e que não estavam conseguindo sacar o dinheiro. Precisavam fazê-lo agora, pois teriam que voltar pra sua cidade. Eu fiquei sem saber o que fazer. Fiquei mais nervosa do que eles, pois conseguem deixar a gente tonta. Segui todo o trajeto do início da Praia de Itaguaçu até a Paria do Meio, conversando com eles. No fim, não sei o que me deu, que saquei R$ 5.000 e entreguei a eles. Não me critiquem, por favor, eu estou muito chocada com tudo o que aconteceu e me pergunto até agora porque eu caí nessa. Por favor, alertem os moradores de Coqueiros, façam uma matéria, pois eles estão na área e poderão dar o golpe em mais pessoas.

Veja o trajeto que a moradora fez com os bandidos.

 

Em abril de 2015, uma outra moradora de Coqueiros sofreu o mesmo golpe: Sequestro relâmpago no bairro de Coqueiros em Florianópolis

Buscamos mais informações sobre o golpe do bilhete premiado e apresentamos pra vocês um conteúdo que poderá servir para todos. Não deixem de alertar os seus familiares e amigos, principalmente, as pessoas com mais idade, pois o foco dos bandidos é em mulheres desacompanhadas, que caminham pelas ruas do bairro.

Segundo o a Revista Jurídica,

Sem dúvida, esse é um dos golpes mais tradicionais do Brasil. Mesmo antigo, ainda existem dezenas de denúncias de vítimas deste tipo de fraude, sem contar aquelas que, por vergonha, sequer denunciam. Geralmente, o roteiro clássico é o seguinte:

O golpista, com cara de pessoa desorientada e sem instrução, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio da loteria. Ao escolher sua vítima, normalmente uma pessoa mais idosa e sozinha, o golpista solicita ajuda à vítima dizendo que está tendo problemas em receber o prêmio da loteria por ser analfabeto e estar sem documentos. Ele também promete um percentual à pessoa que o ajudar a receber este dinheiro.

No meio da conversa, um terceiro, também golpista, aparece e oferece ajuda com ligações para confirmar os números premiados. Após a falsa confirmação do prêmio, os golpistas e a vítima vão até a loteria mais próxima. No trajeto, porém, o suposto ganhador usa de ardil e usa uma desculpa qualquer (horário do ônibus, criança na escola, parente no hospital) e afirma que precisa de garantias de que as pessoas que o estão ajudando não vão roubar seu dinheiro.

Mais que rapidamente o segundo golpista, aquele que apareceu para também ajudar, tira da carteira uma quantia razoável de dinheiro… Como o valor é menor que o tal prêmio, os golpistas sugerem que a vítima também saque um numerário. A vítima, crendo que fará um ótimo negócio, para não perder a oportunidade de ganhar uma bolada, vai até o banco mais próximo e saca na boca do caixa boa quantia em dinheiro. Ao entregar o dinheiro aos golpistas, a vítima ou fica com o falso bilhete ou logo é enganada com um desculpa qualquer e a fuga dos “espertos”.

Pesquisando os boletins de ocorrência e os registros bancários, vemos que, como os golpes geralmente são aplicados em pessoas de mais idade, o numerário sacado pelas vítimas costuma representar grandes quantias, já que tal valor é constituído das economias juntadas durante toda a vida.

Depois de perceberem o golpe, muitas dessas vítimas, além de registrar boletim de ocorrência para imputação de responsabilidade criminal, buscam também – sem sucesso – responsabilidade civil das instituições financeiras.


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