Continua o impasse sobre o Parque do Abraão na região de Coqueiros

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Após a audiência pública sobre o destino do Parque do Abraão, na região de Coqueiros, em Florianópolis, ocorrida na quinta-feira, 16,  moradores saíram insatisfeitos e sem respostas para questionamentos importantes.  Continue lendo “Continua o impasse sobre o Parque do Abraão na região de Coqueiros”

Presepada e pantomima no Parque de Coqueiros

Plantio de árvores no Parque de Coqueiros

Por Rodrigo Kiko Bungus Ferreira *

Alertado por amigos que viram uma publicação em um blog da cidade sobre um plantio de mudas que seria feito no Parque de Coqueiros, em Florianópolis, hoje de manhã, eu, na qualidade de Biólogo e presidente da Associação de Moradores do Bairro, Continue lendo “Presepada e pantomima no Parque de Coqueiros”

Quero meu mar de Coqueiros de volta.

Por Dalton Malucelli Jr. *

Quero a minha coqueiros de volta, as minhas praias, tenho esse direito.

Não quero mais só como pano de fundo, como cenário para fotos e contemplação. Quero poder mergulhar, nadar, pescar, velejar, desfrutar de um patrimônio que é meu, e que a irresponsabilidade de alguns moradores teima em poluir, a ganância de alguns empreendedores e comerciantes insiste em destruir e as autoridades fecham os olhos pois, pasmem, não dá voto.

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Continue lendo “Quero meu mar de Coqueiros de volta.”

Muro do mirante da Praia das Palmeiras. O muro da vergonha.

Por Dalton Malucelli Jr. *

Muro do mirante da Praia das Palmeiras, no bairro de Coqueiros

Muro do Mirante da Praia das Palmeiras

Muro de Berlim, Grande Muralha da China, essas simples “paredes” são famosas e tem muita história por trás. Além desses marcos, outras muralhas impressionantes foram erguidas ao longo dos anos pelos mais diferentes motivos. Confira:

Continue lendo “Muro do mirante da Praia das Palmeiras. O muro da vergonha.”

Coqueiros e a possível marcha pela segurança

Eu ontem tive um sonho. Sonhei que Coqueiros fazia uma linda caminhada. Juntos, a comunidade de Coqueiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal de mãos dadas, ordeiramente, como toda caminhada tem que ser.

Por Dalton Malucelli Jr. *

Pessoas de camisas brancas, unidas, e entoando canções. Na minha curiosidade, e até procurando juntar-me ao grupo, ao me aproximar percebi que não eram melodias de amor ou alegria, eram canções de clamor, de desespero, um pedido de socorro. Pensei – Puxa, a que ponto chegamos.

Passeata Parque de Coqueiros
Passeata Parque de Coqueiros Foto: Viva Coqueiros

 

Moramos na Ilha da magia, das bruxas de Franklin Cascaes, na ilha de casos e ocasos. Sim, casos e ocasos que relatam não mais as peraltices das moradoras de Itaguaçu com suas vassouras, mas as daqueles que voam empunhando armas.

Os números são alarmantes, a sensação de insegurança brutal. Hoje, para sairmos de casa, nos despimos de qualquer objeto de valor, as recomendações são para que nenhum objeto que brilhe aos olhos do meliante deve ser utilizado. Perdemos o encanto, a luz. Temos como explicação das autoridades e entendidos a questão das drogas, da miséria, da falta de oportunidades, da falta de valores, da maldade inerente ao ser humano. Mas todas podem ser resumidas em uma palavra gritada pela população: impunidade. Impunidade por absoluta falta de leis que venham a garantir nossa segurança. E todos nós, moradores e agentes de segurança, somos reféns desta talzinha. Fruto da irresponsabilidade de legisladores que transformaram nosso código penal em uma ópera bufa. Aliada a isso, a ausência de pressão dos órgãos e entidades oficiais que deveriam lutar efetivamente para aprovação de leis que viessem a punir e recuperar o infrator. Mas parecem que estão mais preocupados com a tal da política partidária. A polícia prende, a lei solta. E quem faz as leis? Deputados federais e senadores (sim, aqueles que você elege com seu voto), aqueles que estão lá para defender seus interesses, mas defendem os deles.

Passeata Parque de Coqueiros
Passeata Parque de Coqueiros Foto: Viva Coqueiros

 

Precisamos de leis, leis de verdade, às veras, como dizíamos em nossas brincadeiras de crianças. Além de lei, temos que ter policiais nas ruas. O policial de bairro, aquele que se torna seu amigo, você sabe que estará rondando as ruas quando você for trabalhar. Para isso, são necessários investimentos. Mas quanto custa? Me disseram que é muito caro, que o governo não tem dinheiro. Sim, caro é, mas em relação ao que?

Guarda Municipal em Coqueiros Florianopolis
Guarda Municipal no Parque de Coqueiros em Florianópolis. Foto: Viva Coqueiros

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Vejamos, caro…, caro em relação ao gasto com propaganda governamental, em relação ao gasto com comissionados? Troquemos dois policiais por um comissionado. Troquemos três policiais por um secretário regional ou de estado num destas secretárias de araque. Troquemos 100 policiais por gabinetes suntuosos e carros oficiais e mordomias palacianas. Vamos trocando os gastos desnecessários dos governos na base do equivalente soldado. Podemos fazer o mesmo em equivalente médico ou professor, tudo uma questão de proporção matemática X para Y. Ou seja, um milhão em propaganda supérflua, quantos soldados ou viaturas conseguimos comprar e manter? E sabemos que nessa desabalada onda de desperdício e falta de foco, muitos governantes e funcionários públicos, se fossem tirar do próprio bolso, comeriam no bandejão. Como é o povo que paga, é em hotel de luxo que vão se refestelar. O governo embriaga, o poder embriaga e vicia.

Anjos da Guarda de Coqueiros cuidam do bairro de bike

Uma marcha do Abraão até o Parque de Coqueiros

Preparada com antecedência em moto-som, panfletos e cartazes nos lugares públicos, redes sociais,  no blog www.vivacoqueiros.com, nos jornais,  20 dias de farta propaganda, tipo formiguinha. Com um só grito “Coqueiros, segurança já!”.

Um movimento de vizinhos onde todos podem participar, um ato de pura cidadania.

Mas, Dalton, quem te deu a ordem de convocar uma caminhada? – Ué, e precisa alguém para dar ordem, estamos numa ditadura ? E tem outra, eu não dou ordem, eu dou opinião e, olho para minha situação, no que minha família está se transformando, no medo que tenho por eles e por mim. Vejo meus vizinhos e sinto o mesmo, e outros mais distantes e amigos, parentes  conhecidos, e tudo o que vejo é impunidade e falta de ação contundente da população, e omissão de autoridades e legisladores.

Jovem é agredido e roubado na Praia de Itaguaçu em Coqueiros

Há quanto tempo vivemos nessa insegurança em coqueiros e quantas vezes fomos às ruas exigir e cobrar? Não adianta ficar sentado no sofá em frente ao computador, ou no telefone, exigindo direitos. Então, venha pra rua, convide seus vizinhos e uma vez, caminhe exigindo segurança, exigindo sua vida plena. Não esta que está aí,de prisioneiro do medo perpétuo. Sei que falo em nome de meus vizinhos, em nome daqueles que, como eu, sofrem violências morais e físicas. Em nome dos policiais que arriscam suas vidas para prender e tem que ver o marginal sair pela porta da frente, jurando-o de morte. Em nome de senhoras que tem suas bolsas arrancadas e muitas delas arrastadas pela violência da ação.

Senhora sofre sequestro relâmpago em Coqueiros

Em nome de comerciantes que  investem, geram empregos e pagam suas taxas. Em nome das nossas crianças que estão traumatizadas, com medo de assaltos.

Moradora de Coqueiros é agredida e roubada no bairro

Em nome da minha esposa e dois filhos pequenos que foram arrancados do carro com arma apontada na cabeça. Em nome daqueles que não podem trabalhar ou viajar sossegados, pois não sabem se terão a surpresa de terem suas casas violadas e suas famílias agredidas. E finalmente em nome daqueles que pagam seus impostos e tem o direito constitucional do Estado de prover-lhes segurança.  Serei curto e grosso: Quero segurança. E já! Coqueiros exige!

Dalton Malucelli Jr.

 

* Dalton Heros Malucelli Jr 53 anos, morador do Bairro do Bom Abrigo desde 1970, com 7 anos de idade onde estou aqui, firme. Cursei Engenharia Agronômica, tive 15 anos de lojas de calçados e há uns 10 anos atuo na construção civil. Mas, pra falar a verdade, não estou muito interessado em mostrar meu currículo, me defino como cidadão florianopolitano, morador do Bairro de Coqueiros, em Florianópolis, mais especificamente na praia do Bom Abrigo. Sou um cidadão como outro qualquer, que busca cumprir seus deveres, mas exige seus direitos. Não sou e nem pretendo ser dono da verdade, mas o que escrevo é fruto das minhas experiências, e acredito que de muitos vizinhos já que viveram uma realidade comum. A grande questão está na maneira que cada um enxerga essa realidade, e a sua visão de solução é o que muitas vezes provoca discórdias, mas, acredito, se o objetivo for o bem comum, não existem barreiras. Portanto, não espero ser unanimidade, seria pretensão demais, mas criar a discussão, chamar a atenção para certos eventos, ser um elemento ativo na busca de soluções é dever do cidadão. Abraços a todos.

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina.

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É permitida a reprodução total ou parcial deste conteúdo desde que preservada a fonte: http://www.vivacoqueiros.com

Coqueiros exige transporte público de qualidade

Por Dalton Malucelli Jr. *

A expectativa é de mais uma greve do transporte público e estamos nós, moradores de Coqueiros e de Florianópolis, reféns deste processo infindável.

Motoristas e cobradores realizam assembleias em Florianópolis. Em reuniões na manhã e tarde de terça, 19/05/2015, categoria aprovou estado de greve. Outra assembleia do Sintraturb foi realizada na noite do mesmo dia.

Muito bem. Mais uma vez a história se repete. Continue lendo “Coqueiros exige transporte público de qualidade”

Trânsito em Coqueiros: asfalto novo, bom senso e educação

Por Dalton Malucelli Jr. *

Oba, asfalto novo no bairro de Coqueiros, em Florianópolis! Zummm,zummm,zap,crichhhhh! Plaft, pluft… chama o SAMU….atropelaram um aqui…. Crichhhhh! Plaft, pluft mais outro ali. Temos novidades, uma boa para nossos automóveis que estavam sofrendo com um asfalto pra lá de remendado, uma agonia mas, tirando as críticas, não há como dizer que ficou pior do que estava.

Acidente Coqueiros Florianópolis

 

Espero sinceramente que o trecho Itaguaçu – Abraão seja contemplado com essa belezura. Tenho certeza de que não ficaremos de lado, afinal não se faz um serviço pela metade. Coqueiros é um conjunto de praias: vai do Saco da Lama até o Abraão, somos um só time, mas esse é papo para outras mesas. Nessa, hoje, quero chamar atenção para os insandecidos, mal educados, desafiadores, motoristas e pedestres que travam uma batalha nas ruas de Coqueiros.

Voltemos aos pluft, plaft, zummm… crash.., pois está lá o corpo estendido no chão. O povo junta e a opinião rola solta. – Culpa do governo, crava Dona Maria. – Da prefeitura, decreta o motoqueiro. – Sei não, acho que é da polícia, arrisca o homem encostado no muro.Mas vejamos as câmeras de segurança, o que gravaram nos últimos meses? Opa, rapidinho já existem algumas verdades: se de um lado temos um caçador louco por abater uma presa, do outro, um atrevido mico leão que debocha e testa a pontaria do predador.

Travadas diariamente com pretensos vencedores e vencidos, estas disputas agonísticas na verdade resultam dois perdedores, fruto de uma população estressada pelos problemas e pressões do dia dia, mas acima de tudo indivíduos mal educados e egoístas, que não admitem dividir o espaço público com seus semelhantes.

– “É meu, sou eu, eu primeiro, sai pra lá…”. Hoje o que acontece na prática nesta relação é um pedestre kamikase e um motorista Barão Vermelho. O primeiro joga-se sobre os carros, achando que aquele, em qualquer circunstancia, irá parar. O segundo ou freia sem nenhum aviso, causando colisões, ou ignora tal sinalização. Resultado: confusão, atropelamentos e mortes. – Ah, mas o motorista não para, grita um… Calma, além dos apressadinhos há de se ressaltar que por estar em espaço reduzido, campo de visão limitado, pedestres afoitos ou até não querendo provocar uma colisão traseira, algumas vezes parar é sinônimo de acidentes. Nesses casos, eu diminuo a velocidade e levanto a mão num gesto de – “O meu chapa, não deu, desculpa aí”.

—> Quem é daqui faz assim: faixa de pedestres

Mas são situações que acontecem e cabe ao condutor avaliar cada caso. Sempre pensando na segurança dos envolvidos. A verdade é que na grande maioria das vezes, com um pouco de vontade, com um olhar mais cooperativo e, principalmente, não enfiando o pé no acelerador, é possível ver um pedestre ávido por atravessar, daí seguindo as normas de segurança, sinalizando e, junto a uma boa dose de bom senso, podemos parar e dar passagem.

Pedestres Coqueiros Florianopolis
Alerta máximo com os horários de saída e entrada dos alunos das escolas

 

Aliás, lembrei, essa é uma boa hora para usar o pisca alerta já que aquele outro, como chama? Ah, o pisca–pisca, bom, este coitado vive esquecido, ninguém usa. Na real, neste mundo de manuais, decorá-los é desnecessário, basta seguir um conselho bem antigo: “Faça aos outros o que gostaria que fizessem por ti”, ou esquece que além de condutor é também um pedestre ou vice versa .Na real, se é vice ou versa, depende do preço da gasolina, já que nossos serviços de transportes coletivos são pouco atrativos. Os que chacoalham feito gado e dão um passinho atrás na lata de sardinha que o digam.

Faixa de Pedestres Coqueiros Florianópolis

Bom, onde eu estava? Sei, no assunto consideração. Pois bem, então, se deseja gentileza e consideração porque não oferecê-las? Tente e vai ver que elas retornam rapidinho. Mas esteja preparado, pois algumas pessoas vão se assustar, vão achar trata-se de um candidato a cargo eletivo, afinal não estão acostumadas, mas tudo é questão de tempo.

O pedestre pode retribuir o gesto de boa vontade com paciência e atenção, dando passagem aos motorizados e não se lançando, irresponsavelmente, sobre a faixa de pedestres. Tudo é uma questão de troca que pode começar com um agradecimento, um leve aceno ao motorista que parou seu veículo, um gesto que tem que ser encarado, não como lei, mas como espontaneidade. Um  – “Valeu, obrigado”.

Outro fator a ser compreendido são as características urbanísticas de Florianópolis, Aqui não é Brasília, nossas quadras são pequenas, o que faz com que a cada 50 metros tenhamos uma faixa. Estas, por sua vez, travam o fluxo de veículos nas regiões centrais e exigem maior atenção e cooperação entre as partes. Na real, é um para e anda que, confesso, dá vontade de largar o carro no meio da rua. Agora tem outra, por favor, faixa de segurança não é passarela para desfile. Também não precisa correr 100 metros livre, pode caminhar normal em Coqueiros, mas a passos de tartaruga soa como um deboche e falta de respeito e, consequente, de educação. Uma falha tão grave quanto aquele motorista que você xingou ao vê-lo se negar parar pra você passar. Depois, não adianta ficar exigindo respeito. Gentileza gera gentileza, uma via de mão dupla. Ia esquecendo, temos uma prática muito popular, tipo roleta russa: atravessar as ruas transversais (as esquinas) sem olhar se o automóvel vai dobrar: o pedestre vem pela calçada e segue em frente. Olhe para os dois lados e, não vindo ninguém, atravesse a rua. Tem mais uma coisa:  nunca esqueça de se mostrar aos motoristas um  “Olha, eu tô aqui!”. Lembre-se de que o para choque do carro é mais duro que sua cabeça e vai perder todas se quiser bater de frente.

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Carro estacionado na calçada, roubando o local de passagem dos pedestres

 

Quanto aos motoristas que reclamam de lombadas e redutores de velocidade é bom que eu traduza: redutor de velocidade significa reduzir a velocidade, entendeu? É um artifício para fazer você andar mais devagar, estão dizendo: “O meu chapa, vai mais devagar, aqui não é pista de corrida, tem pessoas por perto, pode matar uma delas”. Agora, se andasse no limite de velocidade, menor seria o número de lombadas e chegaria mais rápido. E já pararam para pensar que se fossemos conscientes e respeitosos simples faixas pintadas no chão e placas de alertas seriam suficientes para vivermos em paz no trânsito? Pensa só, não teríamos os redutores de velocidade, não ficaríamos naquela angústia de ver no painel qual é a velocidade marcada, não bateríamos com a cabeça no teto ao esquecer e passar sobre uma lombada. Iriam ser várias aporrinhações a menos e dirigir seria mais prazeroso. Aliás, hoje meu prazer é zero. É isso, vamos aproveitar enquanto temos uma pista de rolamento legal e sem a buraqueira das concessionárias água, luz e outros, além das construtoras pois, acredite, elas virão. Por essas bandas é assim: um faz, quatro desfazem, e segue o velório. Mas, devagar motorista, senão o morto fica na primeira lombada e o outro na faixa. Até a próxima!  Grande abraço a todos e fiquem bem.


Dalton Malucelli Jr.

* Dalton Heros Malucelli Jr 53 anos, morador do Bairro do Bom Abrigo desde 1970, com 7 anos de idade onde estou aqui, firme. Cursei Engenharia Agronômica, tive 15 anos de lojas de calçados e há uns 10 anos atuo na construção civil. Mas, pra falar a verdade, não estou muito interessado em mostrar meu currículo, me defino como cidadão florianopolitano, morador do Bairro de Coqueiros, em Florianópolis, mais especificamente na praia do Bom Abrigo. Sou um cidadão como outro qualquer, que busca cumprir seus deveres, mas exige seus direitos. Não sou e nem pretendo ser dono da verdade, mas o que escrevo é fruto das minhas experiências, e acredito que de muitos vizinhos já que viveram uma realidade comum. A grande questão está na maneira que cada um enxerga essa realidade, e a sua visão de solução é o que muitas vezes provoca discórdias, mas, acredito, se o objetivo for o bem comum, não existem barreiras. Portanto, não espero ser unanimidade, seria pretensão demais, mas criar a discussão, chamar a atenção para certos eventos, ser um elemento ativo na busca de soluções é dever do cidadão. Abraços a todos.

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina.

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É permitida a reprodução total ou parcial deste conteúdo desde que preservada a fonte: http://www.vivacoqueiros.com

Vizinho Solidário em Coqueiros. Só a plaquinha não funciona.

Por Dalton Malucelli Jr. *

Vizinho solidário é um programa onde cada vizinho cuida de seu vizinho. A ideia é ótima, visa criar uma proteção e prevenção à falta de segurança . Me colocaram para ser o síndico desse negócio aqui na minha rua. No fundo, a comunidade de Coqueiros, em Florianópolis, sacou que os governos se omitiram e que o negócio é se virar sozinho, então resolveram se unir e agir. Afinal, se na prática já assumimos tudo mesmo, saúde e educação, por que não segurança?

Vizinho Solidário Coqueiros Florianópolis
Foto do morador Marco Antônio, da Associação dos Moradores da Praia do Bom Abrigo

Esse é um processo natural de auto preservação. O problema desta ausência do estado é que daí para surgirem seguranças particulares ou milícias é um pulinho, e aí entramos num campo perigoso e de alta nebulosidade. Mas vamos para outro lado, não o escuro da insegurança e, sim, o claro, o da solidariedade.

Continue lendo “Vizinho Solidário em Coqueiros. Só a plaquinha não funciona.”

Dalton Malucelli Jr. o novo colunista do blog Viva Coqueiros

Conhecemos o Dalton nas redes sociais. Sim, como conhecemos muitos moradores e apaixonados pelo bairro de Coqueiros, em Florianópolis. Dalton nos chamou a atenção pelo seu alto engajamento com as questões do bairro, e era só publicar um post sobre o tema, lá na página Viva Coqueiros, do Facebook, que o Dalton chegava, crítico, analítico, poeta, feroz e francamente, debochado, com um humor inteligente, que agrega palavras que movem a união entre os interessados no tema e aponta novas possibilidades para se solucionar a questão. Por isso, fomos bater um papo com ele, ainda no inbox do Face, e ver se ele topava colocar os seus pontos de vista aqui no blog. E ele topou!

Um post dele no Facebook foi o que deu origem ao nosso convite, e é o post que ele inaugura a sua coluna aqui no blog, que terá matérias sobre a vida de Coqueiros, aqui em Florianópolis.

Um Dalton cidadão, morador da Praia do Bom Abrigo, como ele faz questão de se apresentar, e que vai além, como ele escreveu, de seu currículo acadêmico e profissional.

Veja as tiradas alegóricas, com um Dalton cáustico quanto as mazelas que a sociedade está sofrendo em relação aos princípios de integridade, ética e justiça que se deve ter em primeiro lugar.

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Um Dalton solidário e preocupado com os menos favorecidos.

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Poeta.

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Ecológico.

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Cômico!

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Caro Dalton, nossos agradecimentos por disponibilizar a alma gêmea da direita ou da esquerda (na foto acima) para o bem de Coqueiros e de toda a comunidade. Valeu!


—> Leia a matéria de estreia do Dalton

 

Siga o blog do Viva Coqueiros e receba, em primeira mão, a matérias publicadas na coluna do Dalton, todas as quartas-feiras.

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina.

O novo Plano Diretor e a construção de rua no pequeno mangue da Coqueiros

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Clique de Guta Cunha

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Já falamos aqui sobre duas mudanças no novo Plano Diretor que foram prejudiciais à comunidade de Coqueiros, em Florianópolis, e que dizem respeito às áreas verdes existentes atrás do Posto Nienkotter e na Ponta da Ilhota.

A terceira mudança, que trataremos hoje e com a qual não podemos concordar, é a construção de rua sobre área de Área de Preservação Permanente, o nosso pequeno manguezal. Continue lendo “O novo Plano Diretor e a construção de rua no pequeno mangue da Coqueiros”

Novo Plano Diretor: mudanças na Praça da Ilhota em Coqueiros

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Entre um assunto e outro aqui no blog seguimos discorrendo sobre as mudanças do Plano Diretor e o impacto delas em nosso Bairro de Coqueiros, em Florianópolis.

O assunto da vez é a nossa Praça da Ponta da Ilhota. E a notícia não é boa, pois a mudança no Plano Diretor foi para pior.

A área é propriedade da União Federal e foi cedida ao município de Florianópolis para execução de praça e marina pública em decorrência de um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, pois um morador cometeu um crime ambiental na década de 90 e, por isso,  assumiu a obrigação de construir a praça e fazer sua manutenção.

Praça Ponta da Ilhota
Imagens: Hilton Geviéski

A praça já está instalada e gradativamente vem sendo apropriada pela comunidade. Continue lendo “Novo Plano Diretor: mudanças na Praça da Ilhota em Coqueiros”

Construções X áreas verdes de Coqueiros em Florianópolis

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

O novo Plano Diretor vigente desde janeiro de 2014 trouxe muitas mudanças para nossa cidade, poucas benéficas, muitas para pior e deixou de trazer outras tantas, que eram muito esperadas, mas que não se concretizaram.

No intuito de esclarecer situações de nosso Bairro de Coqueiros, aqui em Florianópolis, faremos uma série de relatos com algumas destas mudanças.

Segundo relato sobre as mudanças do Novo Plano Diretor de Florianópolis

Passeando pelo Bairro de Coqueiros, em Florianópolis, ouvi a conversa de dois moradores que diziam o seguinte:

– Como não pode construir nada naquele terreno? Ele tem dono há muitos anos.

– Pois eu pensei que não tinha dono porque é uma área verde, respondeu o outro morador.

Este breve trecho da conversa revela o senso comum de que é possível fazer o que quiser quando determinada área tem um proprietário documentado.  Demonstra também outro entendimento corriqueiro de que as áreas verdes não têm dono.

Entretanto não é bem assim.

Todos os terrenos, inclusive as áreas verdes tem proprietários ou posseiros que podem ser particulares ou entes públicos, como o Município ou a União. Nosso Parque de Coqueiros, por exemplo, pertence à União Federal e foi cedido ao Município para ser um parque; o futuro Parque do Abraão pertence ao patrimônio do Município e da União. Já a área verde do topo dos morros entre a Praia do Meio e Vila Aparecida pertencem a particulares.

Contudo, não é porque tem dono que se pode fazer o que quiser.

A definição do que é possível construir num terreno depende primeiramente da condição ambiental da área e, posteriormente, do seu zoneamento no Plano Diretor.

Assim, as áreas protegidas pela legislação ambiental como florestas, restingas, manguezais e encostas devem ser classificadas no Plano Diretor como Área de Proteção Permanente (APP), devendo refletir este zoneamento.

Construções X Áreas Verdes de Coqueiros em Florianópolis
Manguezal de Coqueiros – área da União em parte cedida a particulares

Então, mesmo que as áreas tenham proprietários, precisam obedecer a definições da legislação ambiental e também do plano diretor.

Assim, nas áreas de preservação permanente não é possível construir nada e nas áreas de preservação limitada existem restrições, normalmente permitindo-se somente 10% de construção.

Além das áreas protegidas temos os outros zoneamentos que limitam o direito de construir. No Jardim Itaguaçu, por exemplo, na maioria das ruas é permitido apenas residências. Já ao longo da Max de Souza são possíveis construções mistas de comércio e residências que podem chagar a seis andares.

Desde a Constituição de 1988 o direito de propriedade não é absoluto e é diferente do direito de construir. A propriedade tem que cumprir sua função social definida no Plano Diretor.

Coqueiros Florianópolis Google Earth
Coqueiros, Florianópolis, imagem Google Earth

 

 

Pode acontecer de terrenos vizinhos terem valores completamente diferentes, por conta do potencial construtivo diferente. Importa dizer que o valor de mercado do imóvel varia conforme seja o seu potencial de construção.

Por isso o Plano Diretor é alvo de tantas disputas e sempre polêmico. Assim, temos que acompanhar as discussões em torno dele.

Conhecer o zoneamento permite aos cidadãos uma base legal para contestar ações e obras públicas que estejam em desacordo com os objetivos coletivos, facilitando o controle social.

Fazendo isto estamos ajudando a proteger os interesses comunitários e melhorando a vida  em nosso bairro.


 

Acompanhe também o Primeiro Relato sobre as Mudanças do novo Plano Diretor de Florianópolis

Veja a nossa Primeira Expedição nas Áreas Verdes de Coqueiros


 

Beatriz Kauduinski Cardoso

* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina.

 

O Novo Plano Diretor e o seu Impacto sobre o bairro de Coqueiros

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

O novo Plano Diretor vigente desde janeiro de 2014 trouxe muitas mudanças para nossa cidade, poucas benéficas, muitas para pior e deixou de trazer outras tantas, que eram muito esperadas, mas que não se concretizaram.

No intuito de esclarecer situações de nosso Bairro de Coqueiros, aqui em Florianópolis, faremos uma série de relatos com algumas destas mudanças.

Primeiro relato sobre as mudanças do Novo Plano Diretor de Florianópolis

A primeira que trataremos é a Área Verde localizada na Avenida Engenheiro Max de Souza atrás do Posto Nienkotter conforme apontada na imagem a seguir:

O Novo Plano Diretor e o seu Impacto sobre o bairro de Coqueiros em Florianópolis
Fonte: Google Earth

Esta área no Plano Diretor antigo constava como Área Verde de Lazer (AVL) e, no Novo Plano, foi alterada para uma Área Residencial Predominante 2,5 (ARP-2,5) e na sua testada como Área Mista Central 6,5 (AMC-6,5). Continue lendo “O Novo Plano Diretor e o seu Impacto sobre o bairro de Coqueiros”

Renovação

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Na semana passada, cheguei em casa e encontrei minha secretária do lar, a Tânia Tanica, como a chamamos lá em casa, pendurada numa escada, tirando as cortinas. Ela me disse:

– Vamos preparar a casa para o Natal!

Desde que trabalha comigo há mais de 10 anos este ritual se repete, e uma tradição de minha família, que já estava um pouco esquecida, foi novamente trazida para nossa casa por ela. A cada final de ano preparamos a casa, lavamos tapetes e cortinas, limpamos gavetas, arrumamos armários e deixamos tudo limpo e cheiroso esperando o Natal e o Ano Novo.

Rodrigo-de-Haro-Narrativas
Rodrigo de Haro – Narrativas

Continue lendo “Renovação”

Vida no bairro de Coqueiros. Confraternizar, partilhar e melhorar

Por Beatriz Kauduinski Cardoso

Minha filha está iniciando sua vida profissional num estágio que começou há apenas 4 meses. Este final de semana ela foi à festa de final de ano dos empregados da empresa. Perguntei como foi o dia festivo com os colegas e ela me respondeu:

Foi bom, conversei com o pessoal do design e perdi o medo deles!

Ela se referia a colegas de outro departamento a quem prestava serviços e ainda não conhecia muito bem. Eu achei graça da resposta tão natural e disse a ela:

A partir de agora você os verá com outros olhos e eles também tratarão você de forma diferente. O papo descontraído na festa abre as portas para a aproximação e para a melhoria do relacionamento no trabalho. Na segunda-feira você não terá mais medo!

Comentei com ela sobre a importância do bom relacionamento com os colegas e como os momentos de confraternização são propulsores de melhorias no trabalho. Nestes momentos um pouco mais relaxados, como o cafezinho por exemplo,  os colegas podem trocar idéias sobre determinados projetos, sobre questões pessoais e conhecer melhor as pessoas com as quais convivem. O legal é que as opiniões são mais espontâneas do que em momentos formais e propiciam a abertura para a criatividade e o bem estar pessoal.

Muitas empresas estão investindo para tornar o ambiente de trabalho mais agradável para seus funcionários, com salas de relaxamento, sala de jogos,  wi-fi, sala de ginástica, biblioteca, dentre outros, pois acreditam que assim podem melhorar o clima e  obter  melhores resultados. As pessoas ficam bem, a empresa vai bem.

Fazendo um paralelo com nossa comunidade do Bairro de Coqueiros, em Florianópolis, lembrei dos vários grupos constituídos por aqui: o pessoal da academia, igreja, comércio, escola, ciclistas, caminhadas no parque, aulas de arte, surfistas e a associação de moradores. Como seria importante que todos interagissem mais!

Confraternização na Paróquia Nossa Senhora do Carmo no bairro de Coqueiros, em Florianópolis
Foto Viva Coqueiros

 

Constato o quanto os relacionamentos são importantes para os moradores e para as melhorias que estamos conquistando para o nosso ambiente comunitário.

Feira Bairro de Coqueiros em Florianopolis
Foto Viva Coqueiros

 

Assim como as empresas, precisamos também de mais investimento para tornar nosso bairro mais agradável e propício ao encontro: mais praças, ampliação do Parque de Coqueiros, calçadas acolhedoras, trânsito mais amigável, locais próprios para reuniões,  incentivo  à participação da população nas decisões públicas.

Então devemos continuar lutando por isto, pois não resta dúvida que para alcançarmos a cidadania e a qualidade de vida que tanto almejamos é preciso ampliar as relações, interagir com o outro sempre, confraternizar e comemorar.

Comunidade no Parque de Coqueiros em Florianopolis

O final de ano é o momento oportuno quando recebemos muitos convites. Aceite e participe!  Vamos aproveitar para agradecer, relaxar,  ter novas idéias.

O Blog Viva Coqueiros é importante neste processo, pois facilita a comunicação e aproxima as pessoas. Por este ambiente virtual também podemos interagir e confraternizar. Basta curtir e compartilhar muuuuuuito!!

Os moradores ficam bem, o bairro vai bem.

Boas festas coqueirenses!

Viva Coqueiros


 

Beatriz Kauduinski Cardoso

* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis. Santa Catarina

Fazer a diferença todo dia

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Outro dia conheci uma pessoa na fila do banco e foi afinidade à primeira vista. Em poucos minutos conversamos amenidades, falamos sobre a correria do dia-a-dia, a educação dos filhos e o trânsito. Apesar de não tê-la encontrado mais, naquela pequena conversa, tive um grande aprendizado que levo sempre comigo.

Ela me disse que, todos os dias, procurava fazer a diferença para alguém para que sua vida tivesse sentido.

Fotos Coqueiros Florianopolis
Foto de Maiza Lima, moradora de Coqueiros

Depois de ouvir isso fiquei refletindo a respeito daquelas palavras e imaginei que viver desse jeito deveria realmente deixar a gente mais realizado, pois sempre que um próximo fica feliz por uma ação pela qual somos responsáveis, a repercussão imediata é também nos contagiarmos por um sentimento de satisfação. Continue lendo “Fazer a diferença todo dia”

Cacarecos, desapego e cidadania

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

A Feira do Cacareco é uma marca registrada do pessoal da Praia do Campeche, que compartilhou a idéia com os moradores de Coqueiros possibilitando a realização da 1ª. Feira de Cacareco do Bairro de Coqueiros, em Florianópolis.

A proposta é reciclar ao invés de jogar no lixo, economizar os recursos da natureza e incentivar o desapego, por meio de um encontro da comunidade, onde as pessoas trocam objetos que não querem mais para si, mas que pode se útil para outro. Continue lendo “Cacarecos, desapego e cidadania”

Pensar globalmente e agir localmente

Lema do ambientalismo em Coqueiros, bairro de Florianópolis

Por Rodrigo Kiko Bungus Ferreira *

Esse é o lema do ambientalismo e ele serve como uma luva pro tipo de comportamento que nós enquanto cidadãos temos que ter pra promover de forma gradual e eficiente as melhorias que nossa sociedade precisa realizar na promoção do bem estar comum.

Esperar que os políticos na ponta da pirâmide do poder tomem todas as decisões e providências pra promoção do desenvolvimento social e crescimento ordenado e ambientalmente equilibrado é praticamente uma utopia. Se não começarmos, aqui mesmo no nosso bairro de Coqueiros, a fazermos nosso papel no processo, estaremos apenas agindo como crianças mimadas que choram por não fazerem o que queremos.

Moradores de Coqueiros cuidam dos canteiros públicos na Avenida Almirante Tamandaré em Coqueiros, bairro de Florianópolis

Temos um importante papel construtivista na sociedade e cada um de nós é um elemento importante nesse processo, se passarmos a agir como formigas que trabalham em conjunto pro bem comum, cada um apoiando o trabalho do outro.

Eu tento fazer meu melhor pra servir de exemplo pro meu filho e muitas vezes ainda sou criticado por “querer aparecer”, me “achar o bonzão” ou ter ambições políticas. Confesso que em um primeiro momento é desanimador e revoltante, mas eu sei que na verdade é só um reflexo de uma sociedade acostumada a exigir o máximo e fazer o mínimo.

Passeata Coqueiros Florianopolis
Kiko na Passeata da Cidadania no Parque de Coqueiros

Um bom primeiro passo é recolher seu lixo, separar os recicláveis pra coleta seletiva que passa 2 vezes por semana no bairro e, se der, de vez em quando plantar uma árvore.

Se for demais, já fica de bom tamanho parar na faixa de pedestres e deixar a vaga pra idosos e deficientes pra quem realmente precisa.

Faixa de Pedestres Coqueiros Florianópolis
Cidadania em Coqueiros: Quem é Daqui Faz Assim

Um dia a gente aprende!

 

rodrigo-kiko-bungus-ferreira

* Rodrigo Kiko Bungus Ferreira é manezinho nascido na Carlos Corrêa em 1968, morador da Rua Bento Góia em Coqueiros, Florianópolis, no tempo que o bairro tinha muito mais ruas de chão do que pavimentadas, muito mais áreas verdes do que construídas e as águas das baías eram limpas. Biólogo formado em 98 na UFSC, surfista há 34 anos, fabricante de pranchas de surf há 26 anos, viajante desde 94, ambientalista, fotógrafo e empresário do ramo da gastronomia. Luto por tudo que amo, e tenho a total certeza de que a educação, a conscientização e os bons exemplos são os melhores caminhos pra fazer um mundo melhor pra todos.

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina.

Tem um exemplo de cidadania aqui em Coqueiros?

Envie seu relato com fotos para floriapacoqueiros@gmail.com

Quer pagar em real ou em cocos?

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Aqui no Bairro de Coqueiros, em Florianópolis, existe uma iniciativa nas redes sociais que visa incentivar o comércio local e tem como chamada: “Comprar em Coqueiros poupa tempo e combustível – Valorize o comércio do nosso bairro”.

Esta proposta de valorização da economia local pode ser o início de uma rede de economia solidária em nosso bairro com vistas a consolidar nossos empreendimentos locais.

A economia solidária vai muito além do incentivo do consumo solidário local, consiste numa proposta de mudanças nas relações interpessoais e com o meio ambiente, baseada na cooperação, preservação dos recursos naturais, não exploração dos trabalhadores e consumidores e responsabilidade com a comunidade local onde o empreendimento está inserido.

A construção de uma rede solidária se justifica se estiver ligada ao desenvolvimento local nos aspectos econômicos, sociais e ambientais. O conceito de freguês ou cliente  é substituído pelo conceito de parceiros.

Este modelo pode ser viável como demonstra a experiência do Banco Palmas que é um banco comunitário brasileiro, fundado em 1998 no Conjunto Palmeira, um bairro de 32.000 habitantes localizado na periferia de Fortaleza – Ceará.

Banco Comunitário
Imagem: Instituto Banco Palmas

A moeda social do Banco Palmas é a “palma”. Uma unidade de moeda local é igual a um real, e ambas as moedas podem ser trocadas livremente a qualquer hora. Incentivos locais para comerciantes e consumidores existem para usar a moeda local como, por exemplo, a oferta dos descontos aos usuários.

Banco de Palmas
Imagem: Banco Palmas

Dito isto vamos imaginar a implantação de um modelo parecido aqui em Coqueiros.

Nossa moeda poderia se chamar “coco”. Então, a cabeleireira pegaria um empréstimo em cocos e montaria seu salão, atenderia clientes e receberia em cocos. Com os cocos recebidos ela pagaria seu empréstimo e iria ao restaurante do bairro pagando em cocos. O dono do restaurante, por sua vez, faria as compras no mercadinho local e repassaria os cocos ao dono da mercearia que repassaria para seus empregados ou para fornecedores e assim por diante.

Coqueiros Bairro Florianopolis
Foto: Viva Coqueiros

 

Estaria instituída uma moeda social que visaria, sobretudo, tornar os empreendimentos locais sustentáveis. Para estimular o consumidor, os preços em coco poderiam ser reduzidos, com um desconto, por exemplo, para quem pagasse em coco ao invés de real.

Coqueiros FlorianópolisAlém de fazer com que os moradores priorizassem o consumo no próprio bairro, esta opção contribuiria inclusive para os problemas de mobilidade já que os deslocamentos de carro tenderiam a diminuir. Também estreitaria as relações entre os moradores contribuindo para a boa convivência e para melhores condições de segurança e para o fortalecimento das relações comunitárias.

Imaginem o coco circulando em nosso Bairro de Coqueiros e os moradores chegando na farmácia e perguntando: – Quantos cocos pagarei por este remédio? Ou então a dona da loja de roupas respondendo: – Esta peça custa 100 reais ou 90 cocos. Com qual moeda você prefere pagar?

Mais informações

Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Viva Coqueiros!

Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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Como é bom viver em Coqueiros

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

 

Via Gastronomica Coqueiros Florianopolis
Foto: Viva Coqueiros

 

Nossa vida aqui em Coqueiros, bairro de Florianópolis, é boa e peculiar. Apesar de já sofrermos com os problemas urbanos modernos é agradável morar aqui, pois temos situações semelhantes ao que ainda se vive nas cidades pequenas. Continue lendo “Como é bom viver em Coqueiros”