Como é bom viver em Coqueiros

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

 

Via Gastronomica Coqueiros Florianopolis
Foto: Viva Coqueiros

 

Nossa vida aqui em Coqueiros, bairro de Florianópolis, é boa e peculiar. Apesar de já sofrermos com os problemas urbanos modernos é agradável morar aqui, pois temos situações semelhantes ao que ainda se vive nas cidades pequenas. Continue lendo “Como é bom viver em Coqueiros”

Tiro e Nó

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Quando éramos pequenos, ajudávamos nos serviços caseiros e, algumas vezes, fazíamos as tarefas de qualquer jeito e correndo, para depois poder brincar. Quando alguma coisa era feita de forma “tapeada” minha avó dizia que não podíamos colocar a poeira para baixo do tapete.

É história contada na família o fato de que minha tia mais nova, que também era uma das encarregadas das tarefas domésticas e uma das “tapeadeiras”, colocava um vaso de flores sobre a mesa e encerrava a faxina, como demonstração de que tudo estava arrumado, entretanto, sempre tinha alguma coisa que deixava de fazer. Então minha avó brincava: “faxina de vocês é assim: por baixo é tiro e nó, por cima renda e filó”.

Lembro sempre disto quando vejo algumas situações semelhantes em nosso bairro.

Uma das mais graves acontece no Parque de Coqueiros onde um canal de esgoto a céu aberto foi fechado e escondido com gramas e plantas, mas o dejeto continua ali bem presente, correndo por baixo da grama verde e desaguando diretamente no mar. Nossos olhos não vêem mais, mas nosso olfato sente. Entendo que seria melhor deixar aberto para que todos vissem o que acontece ali e as condições de nosso saneamento!  Se ficasse visível aos olhos e não somente ao nariz, quem sabe teríamos mais pessoas e gestores públicos interessados em resolver este grave problema.

Esgoto Parque de Coqueiros
Foto: Viva Coqueiros

Outro exemplo acontece na Av. Almirante Tamandaré onde o Poder Público executou o fechamento de um canal no meio da avenida, com o fito de embelezar a avenida, principalmente para valorizar empreendimentos vizinhos que estavam em construção. Ninguém mais vê o canal por onde devia correr água limpa e, além disso, verificou-se falta de planejamento e distanciamento da comunidade. Foram colocados muitos bancos e mesas de jogo, que quase não são usados, pois ficam no meio de uma via de alto fluxo de veículos. Há alguns metros dali, no Parque de Coqueiros, estes bancos e mesas seriam bem melhor utilizados. Também na Rua João Roberto Sanford, apenas dois ou três bancos já atenderiam um anseio da população para resgatar um espaço público precioso.

Canteiro Central Avenida Almirante Tamandaré Coqueiros Florianopolis
Imagem: Beatriz Kauduinski Cardoso – outubro/2014
Avenida Almirante Tamandaré Coqueiros Florianópolis
Imagem: Beatriz Kauduinski Cardoso – outubro/2014

Para não ficar repetitiva vou lembrar apenas mais um exemplo de “poeira embaixo do tapete” perto de nós: para alavancar as vendas de um empreendimento no Bairro Abraão, uma construtora fez uma verdadeira maquiagem colocando algumas plantas e uma camada de tinta no muro de um conjunto habitacional popular, que não teve melhoria nenhuma em suas condições sociais, de saneamento e de habitação. O Parque Público prometido numa área próxima, até hoje não foi entregue. As melhorias públicas constituíram somente em aparência para não espantar os compradores do empreendimento de luxo.

Sei que faz parte da natureza humana gostar do belo e evitar o feio. Não queremos ver o lixo, o esgoto, o canal poluído que devia estar limpo, o conjunto habitacional com suas mazelas. Ficamos mais confortáveis quando não vemos o que tem embaixo do tapete, da grama verde, do banco no meio da via.

Mas aí somos tapeados!  Quem quer isto?

Que percebamos estas estratégias enganosas que não mostram a verdade e tem o propósito exclusivo de iludir as pessoas.

Que saibamos distinguir o que tem embaixo do tapete.

Que denunciemos quando o benefício é somente maquiagem.

Que não deixemos o tiro e o nó escondidos em nenhum lugar.

PS: Sinônimos de tapear: enganar, iludir , lograr, engodar, ludibriar,  seduzir ,  calotear.

Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Viva Coqueiros!

Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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Outubro Rosa o Ano Todo – na coluna de Beatriz Kauduinski Cardoso

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

O Outubro Rosa é uma campanha mundial que acontece todos os anos e objetiva conscientizar sobre o câncer de mama. O símbolo do movimento é o laço rosa que incentiva a participação da população, empresas e entidades na luta contra o câncer e pelo diagnóstico precoce. Em Florianópolis, quem promove o movimento é a Associação Brasileira dos Portadores de Câncer – AMUCC.

Todos já reconhecem as belas imagens da cidade em outubro, que se enfeita de rosa para chamar a atenção para a importância da prevenção.

Outubro Rosa Ponte Hercilio Luz
Fonte: ww.amucc.org.br

O que gostaria de contar aqui é que a Coordenadora do Outubro Rosa é nossa vizinha Jurema Santos, moradora do bairro de Coqueiros, em Florianópolis, que muito nos orgulha.  Logo que acaba uma campanha, Jurema e suas companheiras já começam a trabalhar no movimento do próximo ano. Para elas, o Outubro Rosa é tema o ano todo!

Jurema Ramos dos Santos é uma daquelas pessoas de valor, a quem devemos render nossa homenagem, uma mulher incansável das causas sociais e da luta contra o câncer. É aposentada dos Correios, advogada com mestrado em Ciência Jurídica pela UNIVALI – Itajaí, com participação no Programa de Intercâmbio Profissional nos Estados Unidos – Professional Fellowship Programa for Brasil.

Jurema Ramos dos Santos Outubro Rosa
Fonte: https://plus.google.com

Mesmo antes de aposentar-se, Jurema já se envolvia nas causas comunitárias e atualmente é diretora voluntária e Coordenadora do Programa Outubro Rosa e do Projeto Vitoriosas, é vice-presidente na Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais – BPW grande Florianópolis (business professional womenassociation) e conselheira no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – CEDIM, além de prestar serviços voluntários em Florianópolis.

Outubro Rosa Jurema Ramos dos Santos
Fonte: https://plus.google.com

Nessa semana em que se anuncia o começo de outubro, que chega alegre e cidadão, queremos render nossa homenagem a Jurema e através dela, louvar a dedicação de todas as mulheres envolvidas nesta campanha maravilhosa.

Outubro Rosa 2013 no Parque de Coqueiros
Imagem: Beatriz Kauduinski Cardoso – outubro/2013

Podemos colaborar com a Campanha participando das atividades que acontecerão em toda cidade e cuja programação já está sendo divulgada. Não percam o lançamento dos corais na Catedral! É imperdível!

Vamos concluir com o que diz Jurema Santos, em sua incansável divulgação do movimento:  

Precisamos incentivar as mulheres que participem, que façam o exame preventivo. O câncer descoberto precocemente tem grandes chances de cura!

 

Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Viva Coqueiros!

Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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Bogotá e a coragem de Peñalosa – na coluna de Beatriz Kauduinski Cardoso

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Na volta das minhas últimas férias, passei dois dias por Bogotá para conhecer o BRT (Bus Rapid Transit), solução encontrada pela capital colombiana para resolver os graves problemas de mobilidade que enfrentava.

Essa visita estava em meus planos desde que ouvi o ex-prefeito Enrique Peñalosa falando do seu feito numa palestra aqui em Floripa.  Em menos de 10 anos Bogotá transformou-se de uma cidade perigosa, violenta e corrupta para uma cidade exemplo, pacífica e com moradores que tem orgulho dela e tratam o turista com extrema gentileza.

Peñalosa tratou do trânsito caótico copiando o modelo de transporte público adotado por Curitiba com seus corredores exclusivos de ônibus. Aperfeiçoou o sistema com estações de interligação a outros modais, muitas ciclovias e passeios para pedestres, usados por milhares de moradores no dia-a-dia.

Fonte: www.modeldmedia.com/features/penalosa112.aspx
Fonte: www.modeldmedia.com/features/penalosa112.aspx

Para conferir, eu percorri o trecho do aeroporto até o centro histórico e pelo caminho pude observar muitos ciclistas nas vias paralelas e constatar a diferença de tempo para quem circula de carro ou BRT. Os carros ficam para trás enquanto o ônibus chamado de Transmilênio atravessa a cidade com maior fluidez.

Fonte: http://seecolombia.travel/blog/2012/07/how-to-use-bogotas-transmilenio-the-colombia-travel-blog-guide/
Fonte: http://seecolombia.travel/blog/2012/07/how-to-use-bogotas-transmilenio-the-colombia-travel-blog-guide/

Fiquei sonhando com o dia que teremos algo similar por aqui, ao longo da via expressa, interligando as cidades vizinhas ao centro da cidade e permitindo que as ruas de Coqueiros sirvam somente ao trânsito local. Pensei nos estudantes da UDESC e do IFSC usando ciclovias como meio de transporte e caminhando em calçadas largas e adequadas até o centro.

Para chegarmos a isto é preciso planejamento e principalmente coragem, como teve Peñalosa, que no início do seu projeto adotou medidas impopulares como a desapropriação de propriedades privadas para fazer calçadas e ciclovias; direcionou grandes recursos para parques; desalojou vendedores informais; acabou com estacionamentos para privilegiar pedestres. Chegou a enfrentar rejeição superior a 80%, revertida poucos anos depois.

Embora aqui em Florianópolis já exista uma intenção de construir linhas exclusivas para o BRT, cuja inspiração vem do modelo de Bogotá, ainda falta muito para alcançarmos o resultado obtido por lá.

Seria ótimo copiar de Bogotá o planejamento de longo prazo e o fortalecimento das equipes técnicas e, ao mesmo tempo, afastar daqui as soluções imediatistas, pouco planejadas, que denotam mais preocupação com a popularidade do que com a efetividade e sustentabilidade dos projetos.

Mais do que tudo, é preciso inspirar-se na coragem de Peñalosa para que as medidas necessárias aconteçam.

Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
Peñalosa pedalando em Florianópolis Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

Ah! Devo dizer que adorei Bogotá! Além de conhecer o BRT, encontrei outras soluções urbanas modernas, valorização da cultura, boa gastronomia e povo acolhedor que me fizeram ficar com vontade de voltar!

Maiores informações sobre o sistema de Bogotá podem ser obtidas em: http://www.transmilenio.gov.co



Beatriz Kauduinski Cardoso* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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O resultado da eleição: segurança, segurança e segurança! – na coluna de Beatriz Kauduinski Cardoso

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Em 2008, durante as discussões do plano diretor para o bairro de Coqueiros, em Florianópolis, foi realizada enquete com os moradores para saber qual dos problemas urbanos deveria ser tratado como prioridade pela gestão pública. Dentre as opções constava mobilidade, saneamento, moradia, esporte e lazer, educação, saúde e segurança.  Com a maioria dos votos, a política pública eleita para ser tratada em primeiro lugar foi segurança.

Hoje, passados seis anos, se a pesquisa fosse repetida, o resultado com certeza seria o mesmo: segurança, segurança e segurança!

Não resta dúvida que as situações de violência pioraram muito de lá para cá. A sensação de intranqüilidade piora a cada dia, propriedades perdem o seu valor, pessoas têm medo de sair à rua, alunos precisam ir acompanhados para a escola, moradores têm pedido ajuda nas redes sociais porque não sabem mais para quem apelar. Pior do que ajuda, estão pedindo socorro!

As reclamações impulsionam os debates nas redes e um desses apelos, de uma moradora do Bom Abrigo, preocupada com os furtos e arrombamentos em sua rua, me fez trazer este assunto aqui.

E vejam só! Quando comecei a por no papel as idéias para o blog veio a notícia do arrombamento da casa do Padre Élio! Como assim? Até a casa paroquial foi invadida por ladrões durante a missa!

A coisa é tão trágica que chega a ser cômica em determinadas situações, como no roubo dos fios do parque quando a cada dia tínhamos um novo episódio e agora, no furto à casa do Padre. Não parece história dos livros do Jorge Amado numa cidade pequena lá do interior gente?! Os indivíduos responsáveis por esses episódios estão zombando da polícia?

Casa Padre Arrombada - Coqueiros Florianópolis
Arrombamento da casa do Padre Élio

Mas não é para rir, pelo contrário, é para preocupar. Por certo, os fatos preocupam os moradores, mas aparentemente não incomodam as autoridades policiais que não nos apresentam nada de novo, nenhuma alternativa para o problema que se agrava a cada dia. Em 2008, a principal justificativa apresentada pelas autoridades policiais era a falta de efetivo.  Nada mudou e hoje a explicação é a mesma: falta de efetivo. Até quando a resposta será esta?

Voltemos à moradora que enviou mensagem informando residir perto de um terreno baldio, onde se escondem ladrões juntamente com craqueiros. Ela relata:

 “No dia da postagem a policia prendeu um e quatro fugiram. Já tivemos assalto à mão armada em residências aqui. Tentativas de estupros. Teve casa que em 20 dias foi assaltada 4 vezes. Mas o pessoal não quer falar a respeito porque tem medo dos preços das casas cair. Só que eu não aguento mais, porque minha casa fica nos fundos de um terreno baldio por onde os bandidos passam e se escondem no outro terreno baldio. Já moro aqui faz 30 anos. E a resposta é sempre a mesma: a prefeitura está com um processo contra os donos dos terrenos e não pode tomar providências. Estamos à mercê de drogados e dos ladrões. Os terrenos estão totalmente abandonados e fora dos padrões exigidos pela prefeitura. Já tomei todas as providências junto ao pró cidadão, secretaria do continente e vigilância sanitária.

bairro bom abrigo terreno baldio coberto
Mato no Bom Abrigo serve para esconderijo de bandidos.

 

Olha, está muito complicado. Eu não saio mais de casa por causa do medo, até pedra em cima de minha casa jogaram. Minha vizinha do lado, entraram na casa dela e roubaram quase tudo durante o dia. Meu outro vizinho, a mesma coisa.”

Vizinhos! Não bate uma frustração quando lemos um relato desses? Gostaríamos de recorrer à polícia e ter segurança numa solução. Mas não funciona e ficamos de mãos atadas, reféns do medo, prisioneiros em nossas próprias casas.

O aumento do efetivo é importante, mas deve chegar o momento em que essa bengala deixe de existir! A saída esperada acontecerá a partir da mudança de cultura de nossos gestores públicos, de assumirem a necessidade de inovar e dar prioridade para o problema.

Devemos exigir o fim da impunidade, maior efetividade nas respostas aos moradores, aproximação das polícias com a comunidade mas, acima de tudo, lutar pelo foco na educação como política pública estruturante e prioritária.

Passeata Parque de Coqueiros
Menino pede Segurança na passeata no Parque de Coqueiros Foto: Viva Coqueiros

Sim, somente com educação de qualidade teremos uma nova realidade no quesito segurança e isso acontecerá quando o resultado da enquete apontar: educação, educação e educação!


 


Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Viva Coqueiros! Por inteiro.

Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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Coqueiros Nervoso – na coluna de Beatriz Kauduinski Cardoso

Por Beatriz Kauduinski Cardoso*

O clima andou quente em Coqueiros, bairro de Florianópolis, nos últimos dias, embora o frio do inverno ainda esteja presente.

Durante o mês de agosto, os furtos repetidos dos fios de cobre da iluminação do Parque de Coqueiros, sem uma solução satisfatória por parte da gestão municipal e órgãos policiais, exaltaram o ânimo dos moradores.

O Parque ficou às escuras e quando menos se esperava, os furtos aconteciam novamente. Pedidos e alertas não adiantaram. Aconteceu de novo, de novo e de novo.  Repetidamente, até acabarem todos os fios.

Furtos Cabos Luz Parque de Coqueiros
Foto: Viva Coqueiros

Discussões acaloradas nas mídias sociais, reuniões com autoridades e  moradores elaborando relatórios fotográficos ou agindo como fiscais dos serviços no parque, causaram barulho na imprensa.

As iniciativas dos moradores, entidades comunitárias, blog Viva Coqueiros, Conselho de Segurança, lideranças do bairro e redes de relacionamentos pessoais tiveram que entrar em cena devido a omissão do Poder Público, que não resolveu a situação tempestivamente, de modo a evitar que todos os fios fossem furtados.

Não obstante os episódios desagradáveis, que só pararam quase um mês depois de iniciados, é muito compensador ver esta movimentação toda! Embora por vezes desconexas, as ações de todos tiveram sucesso e forçaram ações efetivas do Poder Público.

Esta luta dos moradores em busca de uma solução e exigindo resposta das autoridades demonstrou que fazemos diferença quando saímos do conforto de nosso dia-a-dia e temos atitudes cidadãs como esta.

Cidadania Coqueiros Floripa
Hilton Antonio Geviéski, idealizador da manifestação, amigo e colaborador do blog Viva Coqueiros

É claro que isso tudo aconteceu em meio a ânimos exaltados, discussões mil, boatos e desconfortos entre moradores e autoridades em alguns momentos.

Passeata Coqueiros Florianopolis
Foto: Luiza Filippo

Entretanto, isto só acontece porque somos um bairro vivo, vibrante, protagonista de nossa própria história. Então continuemos inconformados e indignados! Preferimos assim a um bairro omisso, indulgente e sem vibração.

Foto: Luiza Filippo

E viva Coqueiros nervoso!

 

Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

Nem Tão Classe Alta Assim…

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

O bairro de Coqueiros, em Florianópolis, é conhecido como de classe média alta, contudo,  muitos não sabem – ou fazem de conta que não sabem – que nele estão inseridas duas das maiores comunidades carentes da cidade: a Vila Aparecida e o Morro da Caixa.

Mapa extraído de www.vivafloripa.com.br. Acesso em 08/01/2014.

Notem no mapa acima que o Bairro de Coqueiros ultrapassa a via expressa, chega até a Avenida Ivo Silveira e inclui a Comunidade do Morro da Caixa que fica próxima às pontes, na entrada para a Ilha.

Imagem do Google capturada em 25/07/2014
Imagem do Google capturada em 25/07/2014

Mais próximo ao Abraão, temos também a Vila Aparecida, que costuma ser confundida com um bairro, mas que na verdade é uma grande comunidade inserida no bairro de Coqueiros.

Vila Aparecida – Imagem: CAAP

Essas comunidades são carentes de infra-estrutura, saneamento básico e  equipamentos comunitários de esporte e lazer. Além disso, as moradias são precárias e as condições de saúde, educação e segurança estão longe do ideal.

Embora contenham um número considerável de moradores, tais comunidades nem sempre recebem a atenção devida do poder público e a população em geral, quase sempre, fecha os olhos para existência destes lugares.

Aqui em nossa coluna não vamos nos esquecer da Vila Aparecida, nem do Morro da Caixa. Pelo contrário, vamos escrever a respeito de suas histórias, iremos apresentar alguns dos seus moradores, comentar sobre seus valores e necessidades.

Ah, mas tem outra coisa, classe alta para a gente é quem é do bem, tem iniciativa, enxerga o mundo com alegria e esperança, luta pelo que acredita. E sob este aspecto, Coqueiros é classe alta sim!

Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

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Plano Diretor: o que está acontecendo?

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Instituições renomadas como Universidades, Conselhos de Arquitetura e Engenharia e a Ordem dos Advogados do Brasil tem criticado o novo Plano Diretor de Florianópolis.

Empresários da construção civil questionam a nova lei porque ainda não tem aplicabilidade, e pela demora na aprovação de projetos.

Por outro lado, aqui em Coqueiros, construções andam em ritmo rápido e a população se revolta com o número de prédios novos, com o trânsito caótico, os estacionamentos lotados e o agravamento dos problemas de segurança. As mazelas urbanas crescem a olhos vistos e a impressão é que se intensificaram depois da nova Lei.

Foto: Viva Coqueiros
Foto: Viva Coqueiros

O novo plano que esperançava muita gente conseguiu desagradar a todos!

Sabendo disso, numa atitude que ainda não convenceu a sociedade, o Poder Público (IPUF) tem chamado a população para oficinas comunitárias com o propósito de debater os problemas encontrados no novo Plano Diretor.

Esses encontros também tem sido bastante criticados pois são pouco divulgados;  não constituem oficina de trabalho,  tampouco audiência pública; não tem registro em ata e os documentos necessários à discussão não são apresentados. Até hoje o mapa final de zoneamento sofre ajustes e são usadas escalas que não atendem a necessidade de esclarecimentos aos moradores.

Audiência do Plano Diretor em Coqueiros em 30/07/2014. Foto: IPUF
Audiência do Plano Diretor em Coqueiros em 30/07/2014. Foto: IPUF

O órgão municipal de planejamento continua sem estrutura e uma consultoria jurídica de Balneário Camboriú foi contratada para revisar a Lei e propor alterações. Segundo o Secretário de Desenvolvimento Urbano, Dalmo Vieira, que esteve presente na última reunião em Coqueiros, se houverem mudanças que sejam necessárias, novas alterações poderão ser encaminhadas à Câmara.

Ora, ora, se tivessem tido menos pressa no final do ano passado, a Lei não teria mais qualidade, seria mais adequada e não precisaríamos desta nova “revisão” da revisão?

Críticas feitas, vamos lá fazer a nossa parte: buscar informações sobre o que pode e o que não pode, analisar o que é desejável e o que é possível e assim, criticar e sugerir .

Nossa participação e o controle social podem ser a diferença que vai permitir um futuro melhor para as gerações futuras.

Por isso, Coqueirenses, mantenham-se informados sobre os novos encaminhamentos do novo Plano Diretor.

Vamos trazer nossa contribuição aqui na coluna.

Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

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Ponte do Brooklyn como Inspiração – na coluna de Beatriz Kauduinski Cardoso

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Estou hoje em Nova York de férias, fisicamente longe de Coqueiros, mas próxima de vocês pela tecnologia e firme no meu compromisso semanal aqui no blog.

Viajar nos permite descanso do dia-a-dia, divertimento e principalmente aprendizado sobre outras culturas, o modo de vida nos lugares visitados, suas histórias e seus bons exemplos. Uma experiência da viagem que escolhi para os leitores do Viva Coqueiros foi o passeio que fiz atravessando a ponte do Brooklyn a pé. Foi incrível caminhar pela bela ponte, encontrar pessoas do mundo todo e apreciar a mais bela vista da paisagem da cidade.

Ponte do Brooklyn inspiração para Coqueiros Florianópolis

Notei que além de turistas, muitos moradores usam a ponte como meio de travessia entre Manhattan e o bairro do Brooklyn. Executivos, esportistas e estudantes transitam pela passarela para pedestres e ciclistas, com segurança e conforto. Observa-se a conservação impecável de toda a estrutura da ponte que tem 1834 metros e foi inaugurada em 1883.

Estrutura da Ponte do Brooklyn

Que bom seria se as nossas pontes de ligação Ilha-Continente nos permitissem algo semelhante! Atravessar a Ponte Colombo Salles caminhando ou pedalando poderia ser uma atividade corriqueira para nós que moramos em Coqueiros, mas a única passarela existente não tem conexões com os outros modais e as condições de conservação e segurança são lastimáveis, tornando a travessia insegura e uma verdadeira aventura. Poucos esportistas se arriscam a passar pelo local e existem florianopolitanos que sequer conhecem a existência da passarela. Vamos imaginar que pudéssemos transitar por passarelas seguras que nos levassem até o centro de Floripa e como seria se fôssemos trabalhar ou fazer compras usando este acesso, diminuindo o número de carros nas ruas, caminhando e apreciando a paisagem, encontrando vizinhos e turistas pelo caminho. Este não pode ser um sonho distante! Acredito que seja bem possível se for da vontade de nossos gestores públicos.

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agência RBS

Eu vejo as pessoas chegando ao nosso bairro, ao Parque de Coqueiros e à Via Gastronômica, andando ou pedalando pela ponte. Esta poderá ser uma ótima opção de mobilidade e uma bela atração turística, vocês não acham?

Nova York, 14 de agosto de 2014.

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Beatriz Kauduinski Cardoso
* Beatriz Kauduinski Cardoso, graduada em Ciências Contábeis pela UFSC, especialista em finanças pela FEPESE/UFSC, especialista em Gestão Urbana e Habitacional pela ÚNICA/ESAG, Mestre em Engenharia Civil pela UFSC na área de Gestão Urbana. Colaboradora da Caixa Econômica Federal desde 1989, com atuação na área de desenvolvimento urbano, especialmente em habitação. Vereadora suplente em Florianópolis, liderança comunitária do Continente e secretária da Associação de Moradores de Coqueiros. Escolheu Florianópolis para morar há 28 anos, casada, mãe de 2 filhas. Morou por 3 anos em Coqueiros no início dos anos 90 e há 10 anos voltou de  vez!  Acredita nas pessoas, que cada um tem algo para contribuir com o bem de todos. Acredita na força do gesto, da iniciativa, da doação sem interesse particular. Acredita num mundo melhor! Não desiste nunca!

 

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O Novo Plano Diretor de Floripa está aí!

Por Beatriz Kauduinski Cardoso *

Florianópolis tem um novo Plano Diretor desde janeiro/2014. Foi encaminhado pelo Executivo atropeladamente, aprovado pela Câmara em tempo recorde e o resultado tem sido alvo de pesadas críticas de todos os segmentos da sociedade.

O Governo Municipal alega que a Lei foi discutida por sete anos e que por esta razão estava na hora de ser aprovada, mas isto não reflete a realidade, pois somente nos anos de 2007 e início de 2008 houve amplo processo de discussão.

Contudo, em maio/2008 o processo participativo foi bruscamente interrompido, a equipe de planejamento municipal foi desmantelada e somente cinco anos depois o processo foi retomado.

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